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sábado, 17 de novembro de 2007

Momentos únicos e inesquecíveis.

Não me recordo bem o ano, mas creio que eu tinha por volta de uns quatorzes a quinze anos de idade, quando eu e minha família, sendo ela; eu, meu pai, minha mãe e meu irmão, fomos de mudança morar-mos numa pequena chácara próximo a povoado brejão município de Wanderlândia. Propriedade esta que meu pai na época acabara de comprar em sociedade com seu irmão, meu tio Antonio Jose.
Quando mudamos, foi somente nos quatros, os primeiros dias não foram os melhores em especial para minha mãe e meu irmão que sempre estavam chorando pelos cantos. Mas logo foram morarem conosco, minha avó e meu avô, não sei ao certo se por motivo de assim estarem mais próximos de minha mãe, ou se por causa de certo fascínio que tinham por mato. Nem por isso permanecemos por muito tempo ali, não afirmo com precisão se chegaram há dois anos. Ou menos ou mais, mesmo assim sendo afirmo com plena certeza que esse pouco tempo em que dividir dias e noites ao lado de meus amáveis avos foram os melhores dias da minha vida.
Logo que eles ali chegaram de mudança, dividimos a mesma casa, sendo esta por sua vez um pouco pequena. Então para minha felicidade tive que dividir o mesmo quarto com meus avos, e posso garantir que estava adorando a novidade, acrescento ainda estava mim sentindo privilegiado de estar dormindo no mesmo quarto que eles. Nesta época meu irmão, minha mãe, e eu acordávamos-mos de segunda a sexta-feira sempre as quatro da madrugada. Os motivos tinham-mos que esperar um ônibus escolar às quatro e meia da madrugada na beira da estrada.
Ainda recordo-me bem, que quando soava o barulho insuportável do despertado eu já acordava e ficava aguardando ouvir a voz de minha mãe mim acordando e logo em seguida o chamado de minha avó reforçando, e em resposta eu logo levantava. Já meu irmão era-se necessário que se repetisse o chamado por mais umas três ou quatro vezes para que assim ele, mesmo reclamando, se levantasse. Isto fazia com que minha avó comentasse.
- stoff, é preciso que se chame só uma vez e ele já acorda!
Esse comentário mim alegrava por demais, mim sentia como se acordar primeiro fosse vencer uma competição. Assim íamos para cidade, quando retornavas estávamos esfomeados, mais tínhamos a certeza que a minha querida vovozinha nós aguardávamos com o almoço pronto. Comida esta que eu particularmente adorava, mesmo que sendo apenas arroz e feijão.
Mas com os passarem dos dias, meu avô trabalhador como ele só, resolveu levantar um barraco a alguns metros da nossa casa. Seria uma casinha simples feita de barro, sendo assim eu e meio irmãos nos prontificamos a ajudar e já estávamos prontos para aquela aventura. Então assim sendo vamos começar, mãos a obra. Minha avó pediu que meu avô deixasse um pequeno buraco na parede da cozinha, sendo este para ela olha em direção da nossa casa, assim podia ver quando chegávamos da escola.
Quando junto com meu avô, terminamos a casa, ou melhor, ele terminou... Acredito que atrapalhávamos e se divertíamos muito mais que ajudávamos. Mas mesmo assim ao termino recebemos uma recompensa. Em umas de suas vindas a cidade na companhia de meu avô minha avó falou para ele que comprasse algo para nos, e juntos compraram um corte de tecido e levaram para eu e meu irmão. E assim ganhamos aquele corte de tecido como pagamento de nosso trabalho, pagamento este que logo se transformou em duas camisas e foi motivo de muita felicidade. É com saudade que mim recordo desses dias que se passaram e nunca mais voltaram, dias estes maravilhosos que passei ao lado de meus avos, que foram alem de tudo meus melhores amigos. São coisas e momentos simples que dividimos juntos, mas que mesmo de tamanha simplicidade são únicos e inesquecíveis.

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Araguaína, Tocantins, Brazil
reporter do programa Agora na Rede Sat,e no portal O Norte ( www.portalonorte.com.br . Acima de tudo sou uma pessoa que gosto de escrever o que penso, e que gosto de dar minhas opiniões a respeito de tudo que acho interessante ou desinterenssante.